(Inspiração de Adele)
Cicatrizes de amor não desaparecem.
Tornam-se invisíveis, mas permanecem.
Cicatrizes de um amor findado
por ambas as partes não ardem,
e à elas chamamos lembranças.
Cicatrizes de um amor unilateral
flamejam, inflamam.
E você ainda me pede calma?
Acha que estou errado?
Só porque choro escondido,
todo encolhido no canto do quarto?
Ou porque viro noites bebendo
só para distrair minha dor?
Minhas cicatrizes estão queimando.
Estão vermelhas, em carne viva.
Elas brilham.
Elas não são cor-de-rosa
como seus lábios.
Elas não pedem paz.
Nós podíamos ter tido tudo.
Quem sabe talvez por alguns
instantes nós tivemos.
Hoje, enquanto, você tem amor,
um sorriso e planos pro futuro.
Eu tenho cicatrizes que queimam,
um ódio enfeitando o rastro
que o amor deixou,
poemas ressentidos,
um cinzeiro cheio sobre a mesa,
discos de Maysa, de Amy, de Adele no rádio.
As cicatrizes do amor queimam,
as divas cantam,
o tempo passa sem correr
e eu vivendo
apenas com a vontade de morrer.
0 comentários:
Postar um comentário