
Se vou encontrar alguém como você? Tomara que não!
Não quero alguém que seja essencial para me fazer sentir vivo, tornando todos os outros aspectos da minha vida obsoletos.
Não quero alguém que me faça sentir um garotinho fraco e estúpido quando sei o tipo de homem que tenho capacidade de ser.
Não quero alguém tão importante, tão vital, tão definitivo.
Não quero alguém que me empurre para o precipício que é a vida após me tirar todas as redes de proteção, me deixando sem ter onde me segurar, me tirando as chances de ser feliz.
Não quero alguém que me mate enquanto vivo.
Não quero alguém que me tire da solidão de costume, me jogando numa solidão maior, mais densa, mais escura, mais terrível.
Não quero alguém que ignore meus pedidos de socorro durante a madrugada, quando, para respirar só era preciso o som de sua voz.
Não quero alguém cujo “para sempre” seja provisório.
Não quero alguém que me olhe tão rapidamente a ponto de não me ver.
Alguém como você? Não, obrigado.





